Runas – o poderoso oráculo viking

Por Marcos Alexandre – tarólogo, runólogo e quiromante

Oráculo é um conjunto de símbolos aos quais se confere poder de adivinhação ou esclarecimento. As runas são peças de um oráculo criado pelos vikings, um povo guerreiro que teve seu auge na época das grandes invasões nos séculos V a IX. Sua cultura era baseada na força e na coragem, e sua base eram a tribo, a unidade familiar e a obrigação do auxílio mútuo. Os vikings eram grandes construtores e navegadores destemidos, muito desenvolvidos na arte da guerra. Eram pessoas simples – mas também muito místicas. Acreditavam no sobrenatural e adoravam a vários deuses, dentre os quais o principal é Odin, o deus da guerra, que se pendurou na Árvore Sagrada do Mundo por nove dias e nove noites para adquirir a sabedoria dos símbolos rúnicos e ensiná-la aos homens.

Na prática, a simbologia das runas corresponde a arquétipos como os arcanos maiores do tarô – ou seja, é uma ponte entre o inconsciente e o consciente. Existem 25 runas divididas em três planos, chamados de Ætt. O primeiro Ætt é o plano material regido por Freyr e Freya, os deuses da fertilidade. O segundo é o plano emocional regido por Hella, a deusa da morte, e o terceiro é o plano espiritual regido por Tyr, o deus da justiça. Por serem letras de um alfabeto mágico sagrado cuja finalidade é o conhecimento e a evolução, as runas possuem o poder de fazer revelações claras e diretas a respeito de uma questão relevante no presente, mostrando os pontos fracos, os pontos favoráveis, qual será o resultado da situação e qual o melhor caminho a seguir em qualquer necessidade de tomada de decisão, como por exemplo em situações que dizem respeito a relacionamentos, mudanças, negócios e investimentos.

Os símbolos rúnicos podem também ser usados por qualquer pessoa como talismãs, assim como os vikings os utilizavam em suas armas, casas e vestimentas há muitos séculos. 

Artigo publicado no Jornal Mundo Zen. Para ver a edição completa, clique na imagem da capa:

Página inicial do site