Trechos adaptados do livro Quando me conheci, de Jorge Bucay:

A dor é silenciosa e implica aceitação.

O sofrimento é estrondoso, exibicionista, quer permanecer e precisa de testemunhas.

O sofrimento pergunta por quê, embora saiba que nenhuma resposta o conformará – enquanto para a dor, acabaram-se as perguntas.

Sofrer é tornar a dor crônica: é transformar  um momento em um estado. É se apegar à lembrança daquilo pelo que se chora para não deixar de chorar, para não esquecer, para não renunciar a isso, para não soltar. Neste sentido, o sofrimento é sempre uma maneira doentia de lealdade ao que está ausente. É como se tornar viciado no mal-estar. 

A diferença mais importante é que a dor sempre tem um final, enquanto o sofrimento pode não acabar nunca.  

Jung foi um dos que disse que aqueles que não aprendem com os acontecimentos da vida forçam a consciência cósmica a reproduzir fatos similares para que possam incorporar o que deveriam ter aprendido com a primeira experiência.