Trechos adaptados do livro Não se apega, não, de Isabela Freitas:

Odiar pessoas não leva a nada. O ódio corrói nosso coração e o deixa fraco para receber amor.

Desistir do outro não é fracassar. É ter a consciência de que algumas pessoas simplesmente não valem o seu esforço. Se não há reciprocidade, não há amor – é apenas insistência.

Algumas pessoas precisam ir para que outras melhores cheguem. É como se nosso coração tivesse poucos lugares, e se não expulsamos aqueles que não mais nos acrescentam nunca conheceremos os próximos da fila.

Você vai cair, se ralar, sangrar, chorar e até pensar em desistir. Vai se prender a lembranças e segurar o passado no coração. Depois vai perceber que isso é inútil e que precisa seguir em frente. Desapego não é indiferença ou desinteresse – é se libertar de tudo que faz mal e causa sofrimento. Quem se desapega deixa o passado onde ele deveria estar: no passado.  

Você não precisa carregar um erro por toda a vida: carregue apenas a lição que aprendeu. O erro você deixa lá no passado, que é onde ele pertence e de onde nunca deveria ter saído.

Pessoas não são laranjas pela metade, muito menos panela sem tampa. São pessoas – de carne, osso e sentimentos. Quem é inteiro não precisa procurar pela sua metade. Aquele que se ama se basta.

Quem não se ama procura no outro o amor incondicional que deveria existir dentro de si mesmo. A outra pessoa não tem obrigação alguma de suprir o que falta em você. Isso é problema seu. Se você cobra do outro aquilo que lhe falta, começa um relacionamento cheio de expectativas que só pode acabar de uma forma: com decepções.

Devemos nos aceitar como somos: seres humanos com imperfeições, emoções loucas, uma bagagem de erros e problemas e um passado que se quer apagar. Precisamos parar com a mania de carregar tudo isso como se fizesse parte do que somos – pois não faz. Tudo que faz mal é completamente descartável. 

Estar ao lado de alguém é apenas o simples fato de possuir companhia para desfrutar os seus dias – e, quem sabe, doar um pouco de amor que já existe no próprio coração.


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