Oráculos à luz do mundo contemporâneo

Por Marcos Alexandre

Conhecido no mundo ocidental desde o século XV, de forma geral o tarô foi sempre visto como um oráculo que pode fornecer previsões sobre o futuro – mas ele também pode ser usado como uma poderosa ferramenta de autoconhecimento, revelando o que está em nosso interior através de uma série de símbolos que guardam em si uma profunda simbologia mítica que representa passos de uma jornada universal. Em uma visão menos oculta e mais contemporânea, a seleção das cartas em uma consulta reflete o momento de passagem do consulente pelas fases dessa jornada, revelando o que está em seu campo vibratório e em seu inconsciente. Dessa forma, a combinação dos 78 arquétipos do tarô permite uma reflexão sobre nossa trajetória e nos ajuda a traçar novos rumos.

Outro oráculo popular é o Petit Lenormand, mais conhecido em nosso país como “baralho cigano” – apesar de não ter sido inventado por tal povo, mas pela cartomante francesa Marie-Anne Adelaide Lenormand. O baralho cigano foi criado no final do século XIX, tem apenas 36 cartas e não possui os arcanos do tarô. Essas diferenças fazem dele um oráculo de linguagem direta ideal para tratar de assuntos do cotidiano. Recentemente o baralho cigano ganhou renovada atenção através de um novo modelo de interpretação criado pela estudiosa francesa Sylvie Steinbach. Em seu sistema contemporâneo, ainda pouco conhecido no Brasil, Sylvie ensina a usar as cartas tradicionais do baralho cigano relacionando-as à astrologia, a aspectos financeiros e de negócios, a vidas passadas e a fragilidades e forças físicas, mentais e espirituais. Assim, uma consulta feita com este sistema pode esclarecer situações importantes e ajudar o consulente na tomada de decisões, sejam elas de cunho prático ou emocional.

No mundo moderno, os antigos oráculos são muito mais que apenas jogos de adivinhação. Eles também evoluíram, e nos oferecem sua sabedoria proporcionando uma viagem interior que nos leva a uma vida mais completa, feliz e saudável.

Artigo publicado no Jornal do Yoga, primeira edição de 2012.


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